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Max e iggor Cavalera

05 nov

Turnê Max e Iggor Cavalera levou o público às raízes do metal

Não precisou de máquina do tempo para ver Max e Iggor Cavalera tocando faixas de dois dos principais álbuns de metal do mundo, “Beneath the Remains” e “Arise”, ambos do Sepultura.

A noite do dia 03 de novembro começou tensa: chuva, muita chuva! Um temporal atingiu a capital de São Paulo há poucas horas da abertura dos portões. Muita água vindo do céu,

falta de energia e fãs uniformizados com suas camisetas de bandas que iriam do hardcore ao metal extremo que corriam de lá para cá tentando escapar, ou melhor, encontrar um lugar seco.

Os bares e restaurantes próximos ficaram lotados, todos a luz de vela e o assunto era um: a volta dos irmãos Cavalera ao Brasil para a turnê da era 89/91.

Os portões se abriram com atraso, mas nada injustificável! A fila andou e logo entramos.

Bandas de Abertura

Em poucos minutos a banda paranaense “Ultra Violent” abriu o evento com um metal hardcore de peso. O trio animou o público com riff’s pesados, acompanhados

por uma linha de baixo insana e bateria com muito “breakdown”.

Ultra Violent
Foto Reprodução

Logo em seguida a banda carioca “Dead Kids” subiu ao palco. Os presentes, na sua maioria “headbangers”, não aceitaram muito bem a insanidade sonora do trio

que conta com muita psicodelia associada a um punk rock e muito noise.

A terceira e última banda antes da principal atração foi a conhecida “Endrah”.

A banda paulistana abriu as primeiras rodas da noite e a brutalidade sonora, marca registrada, empolgou os presentes.

Endrah
Foto Reprodução

Chegou a Hora!

Luzes apagadas, movimentação no palco e música ambiente. O público aguardava ansiosamente a entrada dos irmãos Cavalera, quando Iggor surgiu por trás da bateria acenando timidamente.

Vinheta de abertura do melhor álbum do Sepultura (minha opinião), Beneath the Remais. Não demorou muito para Max Cavalera, Marc Rizzo (Cavalera Conspirancy, Ill Niño e Soulfly)

e o baixista Mike Leon (Soulfly) dominarem o paco e bastou um grito chamando a faixa de abertura pelo nome para a destruição em forma de música começar. A casa veio abaixo!

“Who has wont? Who has died?” Ecoava pelo salão!

Max agradeceu emendando: “São Paulo, andando por estas ruas sujas com ódio em minha mente e sentindo o desprezo do mundo. Inner Self!”

Inicio do Show em SP - Irmãos Cavalera

O reportório seguiu praticamente na sequência do álbum e destaque para a faixa “Mass Hipnose”.

Max, como sempre, interagiu com o público. Era perceptível a alegria e empolgação do ex-líder do Sepultura.

Calor, muito calor e uma pequena pausa.

Nessa hora o sampler que abre o álbum “Arise” bombava no ar e um grito vindo da galera me chamou à atenção: “Vim aqui exatamente para isso!”.

“I see the world, old. I see the world, dead!” Preparou Max. Arise!

Bandeira Cavaleira

Como na primeira parte do show, o álbum foi tocado praticamente na sequência. Destaque, é claro, para “Dead Embryonic Cells”.

A era Arise foi muito bem encarrada com o amado cover do Motörhead: “Orgasmatron”. O riff pesado foi acompanhado com um pula-pula

histérico dos fãs que foi presenteado logo depois com outro cover do trio inglês, o hino “Ace of Spades”.

“Troops of Doom” homenageou o púbico mais “true” e foi acompanhado por duas pauladas, “Refuse/Resist” e a maior roda da noite, tirando elogios de Max no microfone.

“No meio da roda só os suicidas, apenas os suicidas”, dizia eufórico o vocalista. “Um, dois, três e quatro”, e volta a música levada pela feroz bateria de Iggor e o solo de guitarra, que aliás,

muito bem encorporado pelo excelente músico Rizzo e “Roots Bloody Roots”, a música que modificou a maneira de se fazer metal no mundo.

Max & Iggor ainda fecharam o show com um rápido “crossover” de Beneath the Remains e Arise, resumindo a época de ouro do Sepultura.

Uma noite inesquecível marcando fãs de todas as gerações da música pesada.

Max e Iggor em SP

Obrigado, Max e Iggor.

Vida longa, irmãos Cavalera!

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